TIC Educação mostra aumento no uso da internet pelo celular para fim pedagógico

TIC Educação mostra aumento no uso da internet pelo celular para fim pedagógico

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Pesquisa aponta que mais de um terço dos docentes diz utilizar o dispositivo em atividades com alunos. Apesar disso, metade das escolas públicas continua com banda larga insuficiente

 

O uso da internet pelo celular é uma realidade da cultura digital e já é tendência também nas escolas brasileiras. A sexta edição da pesquisa TIC Educação (clique para baixar apresentação), realizada pelo Cetic.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil), mostrou que mais de um terço dos docentes, 39%, afirma utilizar o dispositivo para realizar alguma atividade com os alunos, sendo 36% de escolas públicas e 46% das privadas.

Nas áreas urbanas do Brasil, o acesso à internet está em todas as escolas privadas e em 93% das públicas. Apesar da alta conectividade, o uso da rede em sala de aula está disponível em 43% das escolas públicas e em 72% das escolas privadas.

“O uso da internet nas escolas ainda está muito concentrado em espaços onde os alunos não estão presentes. Sala de diretores e professores, por exemplo”, afirma Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br.

Ainda segundo Barbosa, um fator limitador também é a capacidade da banda larga nas escolas, que não avançou no último ano: 45% das escolas públicas declararam ter velocidade de até 2 Mbps (Megabits por segundo).

“A infraestrutura também limita esta prática. Com essa banda larga não tem como realizar uma atividade com dispositivos móveis envolvendo muitos alunos”.

Apesar da conexão Wi-Fi, que tem ligação direta com uso de dispositivos móveis, ter aumentado em escolas públicas e particulares, um dado da pesquisa chama a atenção: na maioria das instituições, o uso da internet móvel é bloqueado para os alunos.

“A grande questão é: como estamos usando a internet para fins pedagógicos? A direção quer evitar que o aluno tenha acesso a internet durante a aula, alegando que isso tira a atenção do professor, mas isso acaba inibindo o uso de práticas inovadoras desses dispositivos”, ressalta Barbosa.

O dado aponta para outro obstáculo apresentado pela pesquisa: a formação de professores. O estudo mostra que 73% dos professores utilizaram computador e internet em ao menos uma das atividades com os alunos (70% entre professores das escolas públicas e 84% das escolas privadas). As atividades mais citadas pelos professores foram: pedir aos alunos a realização de trabalhos sobre temas específicos (59%), solicitar trabalhos em grupo (54%), dar aulas expositivas (52%) e solicitar a realização de exercícios (50%).

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